domingo, 20 de fevereiro de 2011

E O TEMPO PASSA E MANTÊM-SE OS VÍCIOS

Como rimam, Mario Benedetti e Helmut Newton. A tradução é minha:

PERNAS

As pernas da amada são fraternas
quando se abrem rogando o infinito
e apelam ao futuro como um rito
que as faz mais doces e mais ternas

mas também as pernas são cavernas
onde o eco se funde com o grito
se cumprem com o velho requisito
de buscar o amparo noutras pernas

ao separar-se welcome bienvenu bem vindo
as pernas da amada fazem história
asseguram as oferendas e cálidas o faminto

corpo embalam no berço da memória
iluminando assim os signos da vida:
as pernas da amada são a glória.


Ou como rimavam?

jacob holdt

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