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dominique sanda, por quem estive apaixonado, e que revi hoje, com olhos azuis |
Os felinos, a imperscrutável coincidência
desejada, como a unhada nas espáduas
que denuncia uma noite de amor. O vulcanismo
de uns olhos azuis que desprendem
da tua carne viva um nó. O desejo
que te abala na vizinhança duma bica,
num sequestro sem nome. Não
conhecer e amar, atando o íntimo
e o cósmico, numa axila incerta.
Os felinos, a frescura nas pálpebras,
o medo de ser despedaçado
por estar à altura, no fulgurante sem-
tido que o aleatório enlaça
ao côncavo que liquefaz a pedra.
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