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aguarela de victor hugo |
André du Bouchet e Salah Stétié pegaram na obra de Victor Hugo e condensaram-na em algumas gemas. Do livro deste último, Hugo? Oui, Hugo, retiro estas.
Onde brilha o olhar que engasta o diamante?
O meu ruge-ruge na erva deixa os mortos eufóricos
O enigma da tua mão retirada da minha mão
Morre o homem quando Deus dobra a página de um livro
Eis-nos rastejantes, pássaros apanhados pela rede do ser
À serpente desconhecida que lambe as estrelas
Este homem chega a nós da parte do deserto
O cedro não sente a rosa na sua base, assim lhe era indiferente a mulher a seus pés
Estava-se na hora tranquila em que os leões vão beber
E fareja a enorme negridão meio de matar a estrela
Ela tinha um espelho que nunca havia sorrido
Um comerciante do sagrado vende a sua podridão ao morto
Todo o mar parecia flutuar nos seus cabelos
E tombarão os astros como figos maduros
Ver uma rosa a abrir é um dever profundo
O infinito deixava-se empurrar como uma porta
Os falsos deuses deixaram por todo o lado a sua cicatriz
Apalpo na noite este muro, a eternidade
A condensação do anjo produz o homem
Estes olhos misteriosos abertos sobre troncos de árvores
A morte e a beleza são duas coisas profundas
Eis de pé a pedra sobre a colina verde
Um gato, os seus olhos de topázio queimado
A China é um pedaço da lua tombado
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